
Photo: metropoles.com
As quartas da Libertadores sem nenhum brasileiro
Enquanto o resto das quartas de final da Copa Libertadores tem pelo menos um brasileiro embolado na disputa, existe um confronto que escapou da lógica: Cienciano, do Peru, recebe o Montevideo City Torque, do Uruguai, num duelo que é a única chave sem nenhum time do Brasil entre os oito últimos.
Não é pouca coisa numa edição em que clubes brasileiros costumam engolir a fase de mata-mata quase inteira. Cienciano, tradicional força cusqueña que já ergueu a Sul-Americana em 2003, chega a esta fase carregando a mística de Cusco e a altitude do Estádio Garcilaso como arma extra contra qualquer visitante.
Do outro lado, o Montevideo City Torque representa o braço uruguaio do City Football Group, projeto que vem tentando se firmar no continente com um modelo de gestão diferente da tradição rioplatense. Chegar às quartas da Libertadores é, para o clube, a maior prova de que o investimento no futebol de base e na estrutura profissional começa a dar resultado dentro de campo.
O jogo de ida
Cienciano entra em campo em Cusco com a altitude a favor e a obrigação de sair na frente antes da volta em Montevidéu. É um confronto de ida e volta, decidido no saldo agregado, e o time peruano sabe que um resultado positivo em casa pode valer a classificação antes mesmo do jogo de volta. Horário, canal de transmissão e escalações confirmadas ainda dependem de divulgação oficial mais próxima da bola rolar.
Por que essa chave chama atenção
O fato de Cienciano x Montevideo City Torque ser a única quarta de final sem representante brasileiro reforça algo que a torcida sul-americana já sabia: a Libertadores continua sendo, na prática, um torneio dominado pelo Brasil nas fases decisivas. Ver peruanos e uruguaios disputando uma vaga nas semifinais sem cruzar com nenhum clube brasileiro é, neste ano, quase uma anomalia estatística.
Para Cienciano, avançar seria reviver parte da glória continental que o clube já viveu duas décadas atrás. Para o Montevideo City Torque, seria a confirmação de que o modelo importado do grupo inglês pode competir de igual para igual com as tradições históricas da América do Sul.
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