
Photo: Terra Futebol
O gol do Cruzeiro e a tecnologia que a CONMEBOL não tem
Um lance na linha do gol no Maracanã, numa eliminatória de Libertadores entre Flamengo e Cruzeiro, e a resposta, sem tecnologia, não existe. Segundo o Terra Futebol, única fonte que apurou o lance, a dúvida sobre se a bola cruzou a linha inteira ficou sem resposta definitiva.
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O que aconteceu
No segundo jogo das oitavas de final da Copa Libertadores 2026, Cruzeiro e Flamengo protagonizaram um dos momentos mais discutidos da rodada. Segundo o Terra Futebol, um lance próximo à linha do gol do Flamengo gerou dúvida genuína sobre se a bola cruzou ou não a linha inteira. Ainda de acordo com o Terra Futebol, o árbitro tomou uma decisão. A torcida tomou outra.
O que faltou, como quase sempre nesses casos na América do Sul, foi uma câmera dedicada, um sistema dedicado e um sinal sonoro no relógio do árbitro para acabar com a discussão em menos de um segundo.
A tecnologia que existe, mas não está aqui
A tecnologia da linha do gol, conhecida como GLT (Goal-Line Technology), funciona por meio de câmeras de alta velocidade instaladas ao redor do estádio ou por sensores embutidos na bola e nas traves. Sistemas como o Hawk-Eye, usado na Premier League e na Champions League, processam as imagens em milissegundos e enviam um sinal automático ao árbitro caso a bola cruze completamente a linha.
O custo é o nó da questão. Segundo o Terra Futebol, a implantação de um sistema de GLT pode chegar a valores que tornam a adoção generalizada um desafio real para competições sul-americanas. A CONMEBOL não confirma uso do sistema de forma consistente em todos os estádios da Libertadores, e o Maracanã, palco do confronto, não tem garantia pública de que o GLT estava ativo nesta partida.
Por que a CONMEBOL ainda não resolveu isso
A UEFA implantou o GLT na Champions League há mais de uma década. A FIFA exige o sistema em Copas do Mundo desde 2014. A CONMEBOL, por sua vez, avança em câmera lenta, com o VAR chegando à Libertadores apenas em 2019.
O VAR ajuda, mas não substitui o GLT. Para lances na linha do gol, o VAR depende das câmeras de transmissão, que nem sempre têm o ângulo perfeito. O GLT foi criado exatamente para os casos em que nenhuma câmera comum consegue dar a resposta definitiva, que são justamente os casos que viram polêmica.
Dois dos maiores clubes do Brasil, num dos estádios mais famosos do mundo, numa fase eliminatória da maior competição continental: a decisão dependeu do olho humano. A maior competição do continente ainda depende do olho humano para decidir se a bola entrou.
O que vem a seguir
O lance entre Cruzeiro e Flamengo não vai ser o último desse tipo na Libertadores. Segundo o Terra Futebol, enquanto a tecnologia não chegar de forma padronizada a todos os estádios da competição, cada bola que bater na linha vai virar um debate de horas nas redes sociais.
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