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Dá pra ser jogador de futebol tendo asma?

Dá pra ser jogador de futebol tendo asma?

Dá pra ser jogador de futebol tendo asma?

Um atleta se agacha perto da linha lateral, puxa uma bombinha do bolso do colete e dá duas inalações rápidas antes de entrar em campo. A cena se repete no intervalo, discreta, quase invisível pra quem está na arquibancada.

By Rafael Oliveira· Editor-chefe de futebol·Publicado ·1 MIN DE LEITURA

A resposta é simples: sim, dá pra ser jogador de futebol profissional tendo asma. Vários atletas de alto nível convivem com a condição e seguem jogando em ritmo de competição, sem que isso limite a carreira.

O que torna isso possível é o controle médico da doença. A asma é tratada com medicação, geralmente broncodilatadores administrados por inalador, que abre as vias respiratórias e evita a crise durante o esforço físico. Com acompanhamento médico regular e o uso correto da bombinha, o atleta consegue render normalmente em treino e em jogo, sem diferença perceptível de fôlego ou resistência em relação a um companheiro sem a condição.

O mecanismo por trás disso é direto. Na asma, as vias aéreas ficam mais sensíveis e podem se estreitar diante de gatilhos como esforço intenso, frio ou poeira do gramado, dificultando a passagem de ar. O broncodilatador relaxa a musculatura ao redor dos brônquios e reabre esse caminho em poucos minutos. É por isso que o efeito costuma ser rápido: o jogador aplica a bombinha e, praticamente na sequência, retoma o ritmo de corrida sem sentir o peito fechar.

Usar o inalador antes ou durante a partida é prática médica normal e aceita no futebol profissional. Nenhum regulamento trata isso como irregularidade: é tratamento de saúde, feito sob orientação médica, igual ao de qualquer atleta com uma condição crônica controlada. Um jogador asmático pode precisar de uma inalação a mais num dia mais frio, ou antes de uma atividade mais puxada, exatamente como faria fora das quatro linhas. A diferença é que, em campo, sob os olhos da torcida e das câmeras, o gesto vira notícia onde no dia a dia passaria despercebido.

A bombinha na lateral do campo cumpre a mesma função que cumpriria no vestiário ou em casa: reabrir as vias aéreas e permitir que o atleta corra no mesmo ritmo dos demais. Não há nada a esconder nesse gesto, só rotina médica sendo seguida à vista de todos.

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