
Photo: Terra Futebol
Grêmio tem nova bet no peito da camisa
O Grêmio oficializou nesta quarta-feira uma casa de apostas como nova patrocinadora máster, segundo o Terra Futebol, e a decisão chega no pior, ou melhor momento possível, dependendo de quem você pergunta: bem no meio de uma discussão nacional sobre se esse tipo de parceria deveria sequer continuar existindo no futebol brasileiro.
O clube gaúcho junta-se à lista crescente de gigantes do Brasileirão que decidiram estampar o nome de uma bet no peito da camisa, movimento que já é praticamente padrão de mercado nos últimos anos. A diferença aqui é o timing: o anúncio acontece exatamente quando entidades e parlamentares discutem limitar ou regular com mais rigor a presença dessas empresas no futebol nacional.
Um patrocínio no meio da tempestade
O debate sobre restringir patrocínios de apostas esportivas não é novo, mas ganhou tração nos últimos meses, com o setor sendo apontado como fonte de receita fácil para clubes endividados e, ao mesmo tempo, alvo de preocupação por seu impacto social. O Grêmio decidiu seguir adiante mesmo assim, apostando que o contrato vai durar mais do que qualquer eventual mudança regulatória.
Esse é o tipo de cálculo que muitos departamentos de marketing de clubes brasileiros vêm fazendo: assinar agora, discutir depois. O clube não é o primeiro a fazer essa aposta e, se as regras mudarem de fato, dificilmente será o último a sentir o impacto no caixa.
Receita imediata, incerteza a longo prazo
Para o Grêmio, que como boa parte da Série A vive de patrocínios para equilibrar as contas, a chegada de uma nova máster patrocinadora representa fôlego financeiro num momento em que cada centavo importa. O problema é que esse tipo de contrato costuma vir com cláusulas amarradas a anos de vigência, e ninguém no departamento jurídico do clube tem bola de cristal sobre o que o Congresso ou a CBF vão decidir sobre o setor daqui a doze meses.
O Terra Futebol não detalhou valores nem prazo do acordo, e o próprio nome completo da patrocinadora ainda não foi confirmado em detalhe pelas fontes disponíveis. O que fica claro é o retrato maior: enquanto o país discute se deveria fechar a porta para as bets, os clubes continuam abrindo os braços.
O que vem a seguir
Se a discussão regulatória avançar para restrições reais, contratos como o do Grêmio vão se tornar o principal ponto de referência: quanto vale um patrocínio assinado antes da mudança de regras, e o que acontece com ele depois. Por ora, o clube colhe o dinheiro e deixa a política para os bastidores de Brasília.
O Grêmio vai se arrepender dessa aposta em bets se as regras mudarem?
Fontes1 fonte
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