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Malagò assume a FIGC — e Platini fala — photo: Terra Futebol

Photo: Terra Futebol

Malagò assume a FIGC — e Platini fala

O futebol italiano tem um novo chefe: Giovanni Malagò, ex-presidente do Comitê Olímpico Italiano (CONI), foi eleito presidente da FIGC nesta segunda-feira, 22 de junho. A eleição chega num momento em que a Azzurra e o futebol italiano como um todo carregam o peso de anos de estagnação — e, como se fosse um sinal dos tempos, Michel Platini escolheu exatamente esta semana para defender uma reconstrução profunda do calcio e fechar a porta para qualquer cargo na Juventus.

By Rafael Oliveira· Editor-chefe de futebol·Publicado ·Atualizado ·2 MIN DE LEITURA

O novo homem no comando

Malagò chega à presidência da FIGC com um currículo de gestão esportiva de alto nível — foram anos à frente do CONI, onde conduziu a delegação italiana em múltiplos ciclos olímpicos. A transição para o futebol é um salto considerável, mas a lógica é clara: a federação precisa de alguém com trânsito político e experiência institucional, não apenas de um ex-jogador com boa vontade.

Os desafios que esperam Malagò na cadeira da FIGC não são pequenos. A Itália ficou de fora da Copa do Mundo de 2022 — a segunda eliminação nas eliminatórias consecutiva — e o campeonato nacional perdeu protagonismo europeu para a Premier League e a Liga dos Campeões espanhola. Reconstruir a base, reformar as categorias de base e devolver credibilidade à seleção são tarefas que nenhum presidente resolve sozinho, mas que começam com a escolha de quem vai liderar.

Platini entra no debate — mas não pela porta da Juventus

Se Malagò é a notícia principal, Michel Platini é o comentário que ninguém pediu e todo mundo vai repetir. Segundo o Terra Futebol, o ex-presidente da UEFA defendeu publicamente a necessidade de reconstrução do futebol italiano — e, na mesma respiração, descartou qualquer envolvimento com a Juventus.

Platini não precisava mencionar a Juventus. O fato de ter mencionado diz tudo.

O ex-craque francês tem uma relação histórica com o clube de Turim, onde jogou nos anos 1980 e se tornou ídolo eterno. Mas a Juve dos últimos anos — entre escândalos contábeis, rebaixamentos de pontos e instabilidade técnica — é um clube que ainda procura o próprio rumo. A negativa de Platini, por mais que seja apenas uma declaração, fecha uma porta que muitos na Itália gostariam de ver aberta.

O que muda — e o que não muda

A eleição de Malagò é um recomeço institucional, não uma virada de chave imediata. O calcio ainda tem os mesmos problemas estruturais de ontem: formação de base fragmentada, estádios envelhecidos, dívidas acumuladas nos clubes grandes e uma seleção que precisa se reencontrar antes da Copa do Mundo de 2026.

O que muda é o tom. Com Malagò, a FIGC aposta em gestão, articulação e credibilidade administrativa. Com Platini ecoando — do lado de fora — a necessidade de reconstrução, o diagnóstico ao menos parece ser o mesmo para todo mundo. Agora é executar.

Apuração baseada em reportagem do Terra Futebol. Confirmação independente em andamento.

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O futebol italiano tem um novo chefe: Giovanni Malagò, ex-presidente do Comitê Olímpico Italiano (CONI), foi eleito presidente da FIGC nesta segunda-feira, 22 de junho.

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