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Por que os jogadores usam sutiã em campo?

Por que os jogadores usam sutiã em campo?

Por que os jogadores usam sutiã em campo?

Aquele colete colado ao peito que aparece quando o craque tira a camisa pra comemorar não é frescura — é tecnologia de ponta ditando quanto cada atleta pode dar.

By Rafael Oliveira· Editor-chefe de futebol·Publicado ·2 MIN DE LEITURA

O momento é sempre o mesmo: o centroavante balança a rede, arranca a camisa e corre em direção à torcida. É aí que aparece — colado ao tronco, com uma pequena corcova entre as omoplatas — o tal 'sutiã' que virou assunto nas arquibancadas e nos grupos de WhatsApp.

O nome pega pela forma, mas o objeto é outro: um colete de monitoramento biométrico com um dispositivo GPS encaixado num bolsinho nas costas, bem no meio das escápulas.

O que esse aparelho faz é simples de entender e difícil de ignorar. A cada segundo de treino ou jogo, ele registra distância percorrida, velocidade máxima atingida, acelerações, desacelerações e frequência cardíaca. Tudo isso vai direto para os computadores da comissão técnica — preparadores físicos, médicos, analistas de desempenho.

Com esses números na mão, o estafe sabe exatamente quanto cada jogador gastou. Se um lateral-direito correu 11 quilômetros num jogo de quinta e tem outro compromisso no domingo, a comissão vê nos dados se ele está em condições de repetir o esforço ou se precisa de carga reduzida no treino do sábado. A decisão deixa de ser feeling e vira dado.

A prevenção de lesões é o argumento mais forte. Músculo sobrecarregado sem recuperação adequada rasga. O colete ajuda a identificar quando um atleta está no limite antes que o limite apareça como baixa no boletim médico.

O equipamento ficou famoso exatamente porque os jogadores tiram a camisa — gesto proibido pela arbitragem, mas inevitável na euforia do gol. A câmera fecha no peito do artilheiro e o colete aparece. Boa parte do público viu o objeto assim, sem contexto, e a comparação com peça íntima feminina grudou.

Um detalhe que pouca gente percebe: o colete nem sempre é usado em jogo. Muitos clubes reservam o monitoramento para os treinos, onde há mais controle sobre o que fazer com os dados em tempo real. Em partidas oficiais, a decisão de usar ou não varia de clube para clube e de comissão para comissão — não há uma obrigação universal. O que existe é um mercado crescente de tecnologia esportiva e times cada vez mais dispostos a pagar por informação precisa sobre o corpo dos seus atletas.

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Aquele colete colado ao peito que aparece quando o craque tira a camisa pra comemorar não é frescura — é tecnologia de ponta ditando quanto cada atleta pode dar.

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