
Raphinha saiu mancando e o Maracanã prendeu a respiração. No primeiro tempo do duelo do Brasil contra o Haiti pela Copa do Mundo 2026, o craque do Barcelona sentiu dor no isquiotibial direito e deixou o campo antes do intervalo. A Seleção atualizou o estado do atacante e optou por mantê-lo no grupo — mas o alívio é parcial. Quando o contexto é 112 dias e 24 jogos perdidos por lesões na coxa só nesta temporada, qualquer susto vira manchete.
Raphinha foi substituído ainda no primeiro tempo da partida contra o Haiti, após sentir desconforto no isquiotibial direito. A CBF realizou exames e divulgou uma atualização — mantendo o atacante no grupo, segundo a ESPN Brasil. Nenhum diagnóstico definitivo foi tornado público até o momento, o que deixa a situação em compasso de espera.
A permanência no grupo é, em tese, um sinal positivo. Comissões técnicas não costumam segurar jogadores com rupturas musculares graves em meio a uma Copa do Mundo. Mas "mantido no grupo" e "pronto para jogar" são coisas bem diferentes — e a CBF ainda não disse a segunda.
O que torna esse susto mais pesado do que o normal é o retrospecto recente de Raphinha. De acordo com a Terra Futebol, o camisa 11 do Barcelona já acumulou 112 dias de afastamento e 24 partidas perdidas por lesões na coxa durante a temporada atual. É um histórico que não se apaga com um exame de imagem tranquilizador.
Ele chegou ao torneio como um dos principais nomes da Seleção — articulador do ataque, referência técnica, o jogador que Dorival Júnior mais depende para ligar o jogo ofensivo. Perder Raphinha por semanas seria perder o fio condutor do Brasil.
O Brasil ainda tem a fase de grupos pela frente, e um eventual mata-mata começa logo depois. Se Raphinha precisar de dias de recuperação, a comissão técnica terá de administrar o risco: forçá-lo antes do tempo ou preservá-lo e torcer para que o restante do ataque dê conta.
Para o Barcelona, a preocupação também existe — a temporada europeia começa em julho, e o clube já conviveu com a ausência do winger durante boa parte do calendário recente. Mais dias perdidos é o último cenário que Hansi Flick quer.
A CBF não deu prazo. A torcida brasileira torce para que não precise dar.
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Fontes
ESPN Brasil Futebol, Terra Futebol
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