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A Copa de Salah: agora ou nunca — photo: Terra Futebol

Photo: Terra Futebol

A Copa de Salah: agora ou nunca

Vancouver, 21 de junho de 2026. Mohamed Salah entra em campo com a faixa de capitão, a camisa do Egito e uma conta em aberto com a Copa do Mundo — o único palco que ainda falta em uma carreira de craque absoluto. Egito e Nova Zelândia se enfrentam em um duelo de grupo que vale, na prática, uma vaga inédita no mata-mata para ambas as seleções. Para Salah, provavelmente a última Copa, o jogo não poderia ter mais peso.

By Lucas Martins· Repórter de campo·Publicado ·Atualizado ·2 MIN DE LEITURA

O que está em jogo

O Egito nunca avançou à fase eliminatória de uma Copa do Mundo. Nova Zelândia, idem. Então quando as duas seleções se encontram em Vancouver, com a classificação para o mata-mata na mesa, o que parece um confronto de coadjuvantes vira, de repente, história pura.

Para a torcida egípcia, a equação é simples e cruel ao mesmo tempo: dependem de Salah. Sempre dependeram. O atacante do Liverpool chega ao torneio como o jogador mais decisivo que o país já produziu — e, aos 33 anos, carrega sobre os ombros a expectativa de uma nação inteira por um feito que nenhuma geração anterior conseguiu entregar.

O peso de uma carreira inteira

Na Premier League, na Champions League, em Anfield — Salah já fez de tudo. Bolas no ângulo, assistências de outro mundo, temporadas que redefiniam o que se esperava de um extremo. Mas na Copa do Mundo, o roteiro nunca chegou ao segundo ato: o Egito voltou ao torneio em 2018, na Rússia, e saiu na fase de grupos sem vencer uma partida sequer.

Oito anos depois, a chance de reescrever essa história aparece em Vancouver. E Salah sabe disso melhor do que ninguém.

O adversário

A Nova Zelândia não é uma seleção que intimida no papel — mas também não veio até o Canadá para passear. A equipe oceânica chega ao confronto com o mesmo objetivo: uma classificação inédita ao mata-mata. O capitão neozelandês lidera o grupo com a missão de surpreender e garantir um lugar histórico na próxima fase.

Seja lá quem for o líder em campo pela Nova Zelândia, a missão é a mesma: parar Salah. Tarefa que já fez grandes defesas da Europa suarem frio.

Por que isso importa além do Egito

Para quem acompanha a Premier League, esse jogo tem um sabor particular. Salah é, por qualquer critério razoável, um dos maiores jogadores da história do Liverpool — e ver um craque desse nível disputar um mata-mata de Copa do Mundo pela primeira vez seria um dos momentos do torneio, ponto final.

Ele não precisa provar mais nada para ninguém. Mas a Copa do Mundo tem essa crueldade específica: não importa o que você fez no clube, o torneio cobra a sua própria dívida.

Vancouver, 21 de junho. Salah olha para o campo. A torcida egípcia olha para Salah.

--- Cobertura baseada em informações da ESPN Brasil e Globo Esporte.

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Vancouver, 21 de junho de 2026. Mohamed Salah entra em campo com a faixa de capitão, a camisa do Egito e uma conta em aberto com a Copa do Mundo — o único palco que ainda falta em uma carreira de craque absoluto.

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