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UEFA contra a FIFA: o maior racha do futebol mundial — photo: Terra Futebol

Photo: Terra Futebol

UEFA contra a FIFA: o maior racha do futebol mundial

Se você acha que a briga entre clubes e seleções já era complicada, espera sentar para essa: as 55 federações-membro da UEFA votaram a favor de um boicote à Copa do Mundo, em resposta a um plano da FIFA que, segundo os europeus, equivale a comercializar — ou literalmente vender — o torneio mais importante do planeta. Uma das maiores crises de governança do futebol nos últimos anos, ao menos em termos de volume de federações envolvidas. E o Brasil, com a Seleção sempre entre os favoritos, está no meio dessa história.

By Rafael Oliveira· Editor-chefe de futebol·Publicado ·Atualizado ·2 MIN DE LEITURA

O que aconteceu

De acordo com o Terra Futebol, as 55 federações-membro da UEFA se uniram em votação realizada em 30 de julho de 2026 para sinalizar apoio a um boicote da Copa do Mundo, em reação a uma proposta da FIFA que os europeus descrevem como uma tentativa de "vender o Mundial". A natureza exata do plano da FIFA ainda não está completamente detalhada nas informações disponíveis — pode envolver mudanças no modelo de receita, nos direitos de sede ou na estrutura de governança do torneio. A Flagside está acompanhando o caso e aguarda corroboração de fontes adicionais como BBC Brasil, ESPN Brasil e Reuters antes de tratar qualquer detalhe específico como confirmado.

O que é inegável: um voto unânime de 55 federações não é gesto vazio. Isso é a Europa desenhando uma linha no chão.

Por que isso é tão grave

Sem as seleções europeias, a Copa do Mundo deixa de ser a Copa do Mundo. França, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Portugal, Itália — tirem qualquer uma dessas do torneio e o produto já muda radicalmente. Tirem todas as 55, e o que sobra é outra competição com o mesmo nome.

A UEFA e a FIFA convivem há anos com tensões crescentes — disputas sobre o calendário internacional, o formato da Liga das Nações, o projeto fracassado da Superliga Europeia e o novo formato do Mundial de Clubes já deixaram marcas. Mas ameaçar boicotar a Copa do Mundo é de uma outra ordem. Nenhuma federação continental chegou tão perto de jogar essa carta.

O que isso significa para o Brasil

A Seleção Brasileira mira sempre a Copa do Mundo como o objetivo máximo — e com razão, são cinco títulos. Mas um torneio sem as potências europeias seria um campeonato diferente em tudo: prestígio, nível técnico, audiência global e, claro, receita. Para a CBF e para os patrocinadores que orbitam a Seleção, um Mundial esvaziado de metade do planeta não é o mesmo produto.

Se a disputa envolver o ciclo do Brasil 2030 — que o país co-sedia com Argentina, Uruguai e Paraguai, com jogos também em Espanha, Portugal e Marrocos — a ironia geográfica seria cruel: a Europa sediando jogos de um torneio que ameaça boicotar.

O que ainda não sabemos

A votação da UEFA é um sinal político ou uma decisão vinculante? Qual é exatamente o plano da FIFA que motivou a reação? Há espaço para negociação antes que qualquer boicote se torne real? Essas perguntas ainda não têm resposta clara com base nas informações disponíveis — e a Flagside não vai inventar respostas onde só há fumaça.

Gianni Infantino não respondeu publicamente ao movimento até o momento desta publicação. A FIFA tem prazo curto: a torcida brasileira deve observar se haverá alguma declaração oficial de Zurique nas próximas 48 horas — ou se o silêncio vai falar mais alto que qualquer comunicado.

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Se você acha que a briga entre clubes e seleções já era complicada, espera sentar para essa: as 55 federações-membro da UEFA votaram a favor de um boicote à Copa do Mundo, em resposta a um plano da FIFA que, segundo os…

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