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Photo: ge.globo.com
Vasco recorre à Justiça pelo Maracanã
O Vasco corre contra o relógio para garantir o Maracanã como palco de uma semifinal continental, mas antes precisa vencer uma batalha que não tem bola rolando: a disputa judicial com Flamengo e Fluminense pelo direito de uso do estádio, segundo o Terra.
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A cena é inusitada mesmo para o futebol carioca, acostumado a brigas de bastidor: três clubes que raramente concordam em nada agora discutem, num processo que foi parar na Justiça, quem manda no Maracanã numa data específica. O Vasco quer o estádio disponível antes de um prazo que se aproxima para confirmar o palco de sua semifinal da Copa Sul-Americana, e o relógio não espera decisão judicial.
Segundo o Terra, o entrave envolve diretamente Flamengo e Fluminense, os outros dois clubes com interesse e histórico de uso no estádio, que é administrado em regime de concessão e tem agenda disputada entre os grandes do Rio. O texto não detalha qual critério de prioridade está em jogo nem qual a data exata da decisão, mas deixa claro que o caso já não se resolve apenas em reunião de dirigentes: precisou de um juiz.
Por que isso incomoda o Vasco agora
Para o Vasco, o timing é o problema. Uma semifinal de Copa Sul-Americana não é um jogo qualquer de calendário: tem logística de bilheteria, segurança e, sobretudo, um prazo regulamentar para confirmar o mando de campo junto à organização do torneio. Ficar sem resposta sobre o Maracanã até o limite estabelecido significa correr o risco de jogar em outro estádio, ou pior, de ter o mando de campo questionado.
O Flamengo tem motivos próprios para zelar pela agenda no estádio que trata como casa. Qualquer cessão de datas no Maracanã entra na conta de um calendário de clube que também disputa títulos na temporada, o que torna a negociação ainda mais travada.
O que ainda falta saber
O Terra não especifica a data-limite exata nem detalha os termos jurídicos da disputa entre os três clubes, o que deixa o caso ainda em aberto para quem acompanha de fora. O que está claro é que a solução não vai sair de uma simples ligação telefônica entre dirigentes: alguém vai precisar de uma decisão judicial para destravar o calendário do Maracanã antes que o prazo do Vasco se esgote.
Por enquanto, o Vasco negocia em dois tabuleiros ao mesmo tempo: um dentro das quatro linhas, outro num processo que corre em paralelo e que pode decidir, antes da bola rolar, onde a semifinal vai acontecer.
O Vasco conseguirá usar o Maracanã para a semifinal da Sul-Americana?
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