
Fernando Muslera tem 38 anos, dois títulos mundiais na memória coletiva do Uruguai e, agora, um frango que vai durar muito mais tempo do que deveria. Em Guadalajara, na noite desta sexta-feira (26), a Espanha venceu o Uruguai por 1-0 com gol de Álex Baena no primeiro tempo — e eliminou a Celeste da Copa do Mundo de 2026. Mas o placar ficou em segundo plano. O que todo mundo vai lembrar é o que aconteceu no intervalo: Muslera saiu. E a versão de Marcelo Bielsa sobre o motivo disso é, no mínimo, extraordinária.
O gol de Baena não foi obra de um craque em estado de graça ou de uma jogada ensaiada de manual. Foi, segundo relatos da ESPN Brasil e da Terra Futebol, diretamente facilitado por um erro do goleiro uruguaio — o tipo de falha que a torcida brasileira conhece bem pelo nome: frango. Muslera, veterano de quatro Copas do Mundo, deixou a bola escapar de forma que a Celeste não esperava e não merecia — pelo menos não naquele momento do jogo.
A Espanha, que já chegou a Guadalajara com a classificação praticamente encaminhada, aproveitou o presente e administrou. Um a zero no intervalo. Uruguai precisando de reação. E aí veio a segunda cena da noite.
No vestiário, Muslera não voltou para o segundo tempo. A ESPN Brasil noticiou primeiro que Bielsa havia "surpreendido a todos" ao tirar o goleiro — leitura natural: decisão do técnico, ponto final. Mas Bielsa, na coletiva pós-jogo, entregou uma versão diferente. Segundo a ESPN Brasil, o treinador argentino afirmou que foi o próprio Muslera quem pediu para ser substituído — e completou: "não foi decisão minha".
Duas leituras possíveis. Uma: Bielsa, fiel ao seu estilo de proteger o elenco em público, está cobrindo o goleiro com uma narrativa que tira o peso da decisão do técnico. Outra: Muslera, abalado pelo erro, teve a lucidez e a coragem de reconhecer que não estava em condições de continuar. As duas versões podem ser verdadeiras ao mesmo tempo — e é exatamente por isso que a história não fecha.
Bielsa não costuma se explicar. Quando o faz, vale prestar atenção.
Do outro lado do campo, a seleção espanhola cumpriu o protocolo. Venceu, não sofreu, avançou como líder do Grupo H. Baena marcou, a defesa segurou, o trabalho foi feito. A Roja vai ao mata-mata com a moral de quem não precisou suar para chegar lá — o que pode ser bom ou ruim, dependendo de quem você perguntar.
Enquanto Muslera virava assunto, em outro estádio acontecia algo que merece mais do que uma nota de rodapé. Cabo Verde empatou em 0-0 com a Arábia Saudita — e esse resultado, combinado com a vitória espanhola, foi suficiente para classificar os cabo-verdianos às oitavas de final em sua estreia absoluta em Copas do Mundo. Histórico, sem exagero.
A Terra Futebol apontou que a Espanha, ao vencer o Uruguai, jogou Cabo Verde direto para a próxima fase — e o adversário nas oitavas será a Argentina. Estreante contra bicampeã mundial. O futebol às vezes escreve roteiros que nenhum roteirista aprovaria.
Uruguai, bicampeão mundial em 1930 e 1950, vai para casa. Muslera, um dos últimos remanescentes de uma geração dourada, encerra sua Copa com um frango e uma saída de campo que ainda não tem dono claro. Bielsa falou — e ao mesmo tempo não disse nada.
A Espanha segue. Cabo Verde também. E a Copa de 2026 já tem sua primeira grande história humana.
Fernando Muslera tem 38 anos, dois títulos mundiais na memória coletiva do Uruguai e, agora, um frango que vai durar muito mais tempo do que deveria.
Lähteet
Terra Futebol, ESPN Brasil Futebol
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“Stays on World Cup — different angle, same beat.”
MAAJOUKKUEETEs war kein schöner Sieg — aber er zählt trotzdem drei Punkte. Spanien bezwingt Uruguay 1:0, der entscheidende Moment gehört jedoch nicht Alex Baena, sondern Fernando Muslera: Der uruguayische Keeper
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MAAJOUKKUEETEs war kein schöner Sieg — aber er zählt trotzdem drei Punkte. Spanien bezwingt Uruguay 1:0, der entscheidende Moment gehört jedoch nicht Alex Baena, sondern Fernando Muslera: Der uruguayische Keeper