
Sessenta e quatro anos. É o tempo que o futebol mundial espera por uma seleção capaz de vencer duas Copas do Mundo seguidas. O Brasil de Pelé fez isso em 1958 e 1962 — e desde então, ninguém mais. Agora, a Argentina de Lionel Messi está a um jogo de entrar nesse clube exclusivo, carregando o troféu do Qatar 2022 debaixo do braço e a torcida de meio mundo nas costas.
Não é exagero dizer que o bicampeonato consecutivo é o feito mais raro do futebol de seleções. Itália tentou nos anos 30 e conseguiu — mas isso foi há quase um século, numa Copa de formato completamente diferente. A partir de 1958, com o torneio já consolidado como o maior evento esportivo do planeta, apenas o Brasil de Pelé, Garrincha e Vavá conseguiu repetir o título no ano seguinte. Desde então, campeões como Alemanha, França, Espanha e a própria Argentina viram o troféu escapar na tentativa seguinte.
A seleção argentina chega ao 2026 FIFA World Cup — disputado entre Estados Unidos, Canadá e México — como a grande favorita desde o início, não só pelo título recente, mas pela geração que carrega. Messi, agora com a Copa do Qatar no currículo, joga cada partida como se fosse a última de uma história que já é a maior do esporte.
Se a Argentina vencer, o debate sobre o melhor jogador de todos os tempos — que muita gente já considera encerrado — ganha um capítulo que nenhum argumento consegue rebater. Um Messi bicampeão mundial consecutivo seria uma narrativa sem precedentes na era moderna do futebol. Mais do que isso: colocaria essa geração argentina no mesmo parágrafo que o Brasil de 1958-1962, referência absoluta de domínio em Copa do Mundo.
Para os companheiros de Messi — Julián Álvarez, Rodrigo De Paul, Enzo Fernández, entre outros — seria a confirmação de que o Qatar não foi sorte, foi o começo de um ciclo.
Desde 1962, passaram-se 16 edições da Copa do Mundo. Dezesseis chances para alguma seleção repetir o título. Nenhuma aproveitou. Alemanha Ocidental chegou perto em 1974 e 1978 — mas caiu nas semifinais na segunda tentativa. A França de Zidane, campeã em 1998, foi eliminada na fase de grupos em 2002. A Espanha, tricampeã europeia e campeã mundial em 2010, caiu na primeira fase em 2014. A história é implacável com quem tenta repetir.
A Argentina sabe disso. E está a um jogo de reescrever essa história.
A fonte consultada pela Flagside — Terra Futebol — confirma que a Argentina está na disputa pelo bicampeonato em 2026, mas não especifica com precisão se o jogo restante é uma semifinal ou a grande final. A redação da Flagside acompanha o torneio e atualizará a cobertura conforme o quadro de jogos for confirmado. O que está claro é o cenário: a Argentina está viva, está forte, e o feito está ao alcance.
Sessenta e quatro anos de espera. Um jogo pela frente. A torcida argentina não dorme.
Sessenta e quatro anos. É o tempo que o futebol mundial espera por uma seleção capaz de vencer duas Copas do Mundo seguidas. O Brasil de Pelé fez isso em 1958 e 1962 — e desde então, ninguém mais.
Sources
Terra Futebol
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