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Photo: oglobo.globo.com
A Alemanha caiu de novo. A imprensa não perdoou
Não é 2018. Mas parece. Segundo o Terra Futebol e o Globo Esporte, a Alemanha está fora da Copa do Mundo de 2026 — eliminada pelo Paraguai — e a reação da imprensa alemã foi exatamente o que você esperaria de um país que ainda não digeriu o vexame da Rússia: sem filtro, sem misericórdia, sem desculpa.
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Mais um pesadelo alemão no Mundial
A Alemanha foi eliminada. Pelo Paraguai. Numa Copa do Mundo. Deixa isso assentar um segundo.
A seleção que ganhou quatro títulos mundiais, que dominou o futebol europeu por décadas, que chegou ao Brasil em 2014 e humilhou o mundo inteiro com um 7 a 1, foi mandada para casa por uma equipe que não aparece no topo de nenhum ranking, em nenhuma prateleira, em nenhuma conversa de botequim sobre favoritos. Segundo o Terra Futebol e o Globo Esporte, que confirmaram a eliminação de forma independente, a imprensa alemã não teve a menor cerimônia ao dar o veredicto.
O eco de 2018
A comparação com a Copa da Rússia é inevitável — e os próprios alemães já estão fazendo. Em 2018, a Alemanha caiu na fase de grupos, eliminada pela Coreia do Sul numa das maiores zebras da história recente do torneio. A reação foi de choque coletivo. Houve debate sobre estrutura, sobre identidade, sobre o que tinha dado errado na formação de jogadores.
Oito anos depois, a pergunta é a mesma. E isso, por si só, já é uma resposta.
A imprensa alemã — conhecida por uma franqueza que não é crueldade, é só honestidade com velocidade — voltou a funcionar como um tribunal sem júri. Sem eufemismos, sem a gentileza de esperar o cheiro da derrota dissipar. O veredicto saiu quente e foi tão implacável quanto o resultado.
Crise estrutural ou só azar?
A questão que a Alemanha vai ter que responder nas próximas semanas não é tática. É existencial. O modelo que produziu Beckenbauer, Müller, Klinsmann, Kahn, Lahm e Özil ainda existe? Ou o país que reinventou o futebol com as escolinhas de base nos anos 2000 perdeu o fio da meada — e ainda não sabe como achar de volta?
Duas eliminações traumáticas em três Copas não é coincidência. É padrão. E padrão, em futebol, exige explicação.
A torcida brasileira acompanha tudo isso com um interesse particular — afinal, a Alemanha é uma das réguas pelas quais o Brasil mede a própria grandeza. Ver o gigante tropeçar de novo não traz alegria fácil. Traz uma pergunta incômoda: se eles não conseguem, quem consegue?
A seleção alemã vai voltar para casa com malas pesadas e perguntas mais pesadas ainda. A imprensa já entregou o laudo. Agora é com a federação.
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