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Ancelotti mexe no Brasil para o Haiti — photo: Terra Futebol

Photo: Terra Futebol

Endrick e Gerson entram: Ancelotti muda o Brasil para o Haiti

Carlo Ancelotti não esperou a pressão virar fumaça. Depois do empate sem brilho contra o Marrocos na estreia da Copa do Mundo, o técnico da Seleção Brasileira promoveu duas mudanças na escalação para o segundo jogo da fase de grupos — contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, em Filadélfia. Endrick e Gerson entram no onze inicial. O recado é claro: algo precisa mudar, e precisa mudar agora.

Redação Flagside·Publicado ·Atualizado ·1 MIN DE LEITURA

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A resposta de Ancelotti às críticas

O empate com o Marrocos deixou a torcida brasileira inquieta e a imprensa afiada. Não era o futebol que se esperava de uma Seleção montada para ir longe — e Ancelotti, que raramente faz barulho em coletivas, falou com a escalação.

Segundo o Terra Futebol e a ESPN Brasil, Endrick e Gerson entram no time titular para o duelo contra o Haiti. As mudanças sinalizam que o treinador italiano ouviu as críticas e decidiu ajustar o sistema antes que o desconforto virasse crise.

O que as mudanças dizem sobre o sistema

Ancelotti tem sido cauteloso na montagem do Brasil — equilibrando a necessidade de proteger a equipe defensivamente com a exigência da torcida por um futebol mais vertical e criativo. Endrick na frente traz explosão e verticalidade. Gerson no meio dá mais presença física e chegada ao ataque — exatamente o que faltou contra o Marrocos.

Duas trocas no onze inicial, num jogo contra o Haiti, não são rotação por rotação: são um ajuste de mensagem. O Haiti é, no papel, o adversário mais acessível do grupo. Mas é exatamente esse tipo de jogo que pode aprofundar uma crise se o desempenho voltar a decepcionar. Ancelotti sabe disso melhor do que ninguém — e a escolha de mexer agora, e não esperar, diz bastante sobre como ele lê o momento.

Pressão de Copa é pressão de Copa

O Brasil não perde na fase de grupos de uma Copa do Mundo desde 1998. Esse número pesa. E um empate na estreia, mesmo que não seja derrota, acende a luz amarela numa Seleção que chegou ao torneio carregando a expectativa de um país inteiro.

Ancelotti já passou por finais de Champions League, títulos de La Liga e temporadas sob pressão máxima no Real Madrid. Copa do Mundo com o Brasil é outra coisa — mas ele não parece o tipo de treinador que congela diante do holofote. Endrick e Gerson na equipe confirmam isso.

Agora é jogar. O Lincoln Financial Field vai cobrar a resposta em campo.

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