
Photo: Terra Futebol
Ronaldo pendura a camisa de Portugal
Segundo publicação do Terra Futebol, Cristiano Ronaldo encerrou, nesta quinta-feira (5), um dos maiores capítulos da história do futebol internacional: a camisa de Portugal. O anúncio teria vindo como quase tudo no último ano da carreira do craque, direto das redes sociais, sem entrevista coletiva, sem cerimônia na Cidade do Futebol.
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Não houve vídeo de despedida produzido, não houve homenagem combinada com a federação portuguesa. Ronaldo escolheu o próprio perfil para comunicar que não veste mais a camisa da Seleção, fechando um ciclo que começou ainda adolescente e que o transformou no maior artilheiro da história das seleções.
A frieza que acelerou a saída
Um artigo de opinião publicado pelo Terra Futebol sugere que o clima dentro do grupo português pode ter pesado na decisão. Segundo o texto, a frieza de companheiros de equipe em relação a Ronaldo nos últimos tempos mostrava que a aposentadoria internacional já não era mais questão de tempo, e sim de quando ele próprio puxaria o gatilho. O material é uma leitura editorial, não uma reportagem factual sobre o que de fato aconteceu dentro do vestiário, e isso importa: não há confirmação independente sobre a natureza exata dessa frieza, nem se partiu de um grupo específico de jogadores ou de um clima mais geral de transição.
Também não está claro, pelo material disponível, se a saída foi combinada previamente com a comissão técnica ou se pegou a própria federação de surpresa. O que existe é o fato consumado: o anúncio saiu, e saiu pelas mãos do próprio Ronaldo.
O fim de uma era que começou em 2003
Poucos jogadores definiram uma seleção como Ronaldo definiu Portugal. Capitão, ídolo, recordista de gols e de partidas, ele carregou a Seleção em Copas do Mundo e Eurocopas, incluindo o título europeu de 2016, erguido mesmo tendo saído lesionado ainda no primeiro tempo da final. A saída agora, feita sem grande produção, contrasta com o tamanho do que ele representou para o futebol português.
O que muda para Portugal
A Seleção perde não só o seu maior nome, mas uma referência de liderança dentro do grupo, para o bem e para o mal. A nova geração, já presente nos últimos ciclos, passa a assumir de vez o protagonismo sem a sombra, nem o amparo, da maior estrela que o país já produziu. O momento marca uma transição que a federação portuguesa vinha adiando, consciente ou não, enquanto Ronaldo seguia em campo.
Portugal consegue manter o nível sem Ronaldo na Seleção?
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