
Photo: Terra Futebol
O dever de casa de Ancelotti antes das oitavas
O Brasil está nas oitavas de final — e a torcida já está no modo mata-mata. Mas Carlo Ancelotti sabe melhor do que ninguém que passar da fase de grupos não significa que a casa está em ordem. Tem coisa pra arrumar, e o tempo é curto.
A fase de grupos passou. O problema não
A Seleção avançou, mas os três jogos da fase de grupos deixaram rastros. Segundo análise da Terra Futebol, há erros estruturais e táticos que Ancelotti precisa endereçar antes que o nível da competição suba — e nas oitavas, qualquer vacilo pode ser o último.
O primeiro ponto é o equilíbrio defensivo. A Seleção mostrou momentos de fragilidade nas transições, especialmente quando o time perde a bola no campo ofensivo e o bloco demora a se reorganizar. Contra adversários mais rápidos no contra-ataque, essa demora pode custar caro.
O meio-campo ainda não encontrou o ritmo
A construção de jogo pelo meio tem sido irregular. Há excesso de passes laterais, pouca verticalidade e dificuldade em criar superioridade numérica nas zonas centrais. O Brasil chega com volume, mas sem a fluidez que Ancelotti prometeu quando assumiu o comando da Seleção.
A pressão alta também aparece e desaparece dentro do mesmo jogo — o que é o pior dos mundos. Ou o time pressiona com consistência e organização, ou recua e defende em bloco. Fazer os dois pela metade é convite pra sofrer.
A finalização ainda preocupa
O Brasil criou chances. Não converteu todas que deveria. A eficiência ofensiva — especialmente nas situações de um contra um com o goleiro e nas bolas paradas — ficou abaixo do esperado para uma Seleção que carrega o peso de ser candidata ao título.
Ancelotti tem nomes de sobra para resolver isso, mas precisa de mais clareza nos papéis dentro da área: quem chega, quem fica, quem é o referencial. Por enquanto, parece que todo mundo quer a bola e ninguém quer a responsabilidade do chute.
O que muda nas oitavas
O adversário nas oitavas — confirmado ou não — vai explorar exatamente esses espaços se o Brasil não ajustar. Mata-mata não perdoa inconsistência tática, e Ancelotti, que já ganhou tudo que existe no futebol de clubes, sabe disso melhor do que qualquer um.
A boa notícia: o elenco tem qualidade para corrigir em treino o que não funcionou em campo. A má notícia: o relógio está correndo. Ancelotti não precisava de mais pressão — mas é exatamente isso que ele tem agora.
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