
Joelhos dobrados, braços abertos, como quem equilibra numa prancha em alto mar. Matheus Cunha marcou duas vezes pelo Brasil contra o Haiti na Copa do Mundo 2026 — e a comemoração que ele escolheu diz mais sobre quem ele é do que qualquer estatística poderia.
A camisa 9 da Seleção Brasileira tem um peso que poucos conseguem carregar sem tropeçar. Ronaldo Fenômeno a imortalizou. Depois dele, uma fila de nomes veio e foi — alguns esquecidos antes mesmo do apito final. Cunha chegou à Copa 2026 com a missão de mudar essa história, e contra o Haiti entregou exatamente o que a torcida precisava ver: dois gols, presença, personalidade.
O atacante, que construiu sua reputação no Wolves depois de uma passagem pelo Atlético de Madrid, não é o tipo de jogador que desaparece quando o holofote aumenta. Pelo contrário — ele parece crescer nele. Os dois gols contra o Haiti não foram apenas números numa folha de resultado; foram uma declaração de que esse lugar é dele agora.
Quando a bola entrou, Cunha não foi para o canto da torcida, não fez gesto de telefone, não apontou para o céu. Ele parou, dobrou os joelhos, abriu os braços — e ficou ali por um segundo, equilibrado como quem está em cima de uma onda.
Depois do jogo, segundo o Terra Futebol e a ESPN Brasil, ele explicou sem rodeios: o surfe faz parte da sua vida. A comemoração não é coreografia ensaiada para viralizar — é um gesto pessoal, quase íntimo, que ele trouxe para o maior palco do futebol mundial.
Numa Copa do Mundo onde tudo é calculado para a câmera, ver um jogador comemorar algo que só faz sentido pra ele é, curiosamente, refrescante.
Um jogo não faz uma Copa, e dois gols contra o Haiti não transformam Cunha no Fenômeno — ninguém está dizendo isso. Mas o que ele mostrou foi suficiente para calar, ao menos por ora, a discussão sobre se a Seleção tem um centroavante de verdade para 2026.
A torcida brasileira é exigente por natureza e impiedosa quando a camisa 9 decepciona. Por enquanto, Cunha está surfando — dentro e fora de campo.
Joelhos dobrados, braços abertos, como quem equilibra numa prancha em alto mar. Matheus Cunha marcou duas vezes pelo Brasil contra o Haiti na Copa do Mundo 2026
Fontes
ESPN Brasil Futebol, Terra Futebol
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“Stays on Copa do Mundo — different angle, same beat.”
SELEÇÕESVancouver, 21 de junho de 2026. Mohamed Salah entra em campo com a faixa de capitão, a camisa do Egito e uma conta em aberto com a Copa do Mundo — o único palco que ainda falta em uma carreira de craq
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