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Por que os jogadores usam faixa no pulso?

Por que os jogadores usam faixa no pulso?

Por que os jogadores usam faixa no pulso?

Aquela tira de tecido no pulso tem mais função do que parece — e nem sempre é a mesma para todos.

By Rafael Oliveira· Editor-chefe de futebol·Publicado ·2 MIN DE LEITURA

No meio de uma jogada, o atacante para um segundo, levanta o braço e passa o pulso pela testa antes de cobrar o escanteio. A faixa absorve o suor, ele respira fundo e segue. É o uso mais simples e mais antigo da peça: enxugar o rosto sem precisar parar, sem depender de ninguém.

Mas essa é só uma das razões — e talvez nem seja a principal para muitos jogadores.

A faixa no pulso serve, antes de tudo, para controlar o suor. Com o calor do jogo, a testa escorrega, os olhos ardem, a visão embacia. O jogador não pode tirar a camisa no meio de uma jogada, mas pode levantar o pulso num segundo. A faixa de algodão absorve o que a pele não aguenta mais segurar.

Depois vem a segunda função, menos óbvia: cobrir pulseiras que o jogador não quer — ou não consegue — tirar. Pulseiras religiosas, fios de fé, correntes com significado sentimental. Muitos jogadores usam esses itens há anos e não abrem mão deles nem dentro de campo. A faixa envolve tudo, protege a pele do atrito e resolve o problema sem drama.

Há ainda o lado físico. O pulso é uma articulação que trabalha o tempo todo — na queda, no choque, na disputa de bola. A faixa dá uma compressão leve que alguns jogadores descrevem como conforto, uma sensação de estabilidade. Para quem já sofreu uma torção ou carrega uma lesão antiga, essa proteção extra — mesmo que simbólica em parte — faz diferença no dia a dia do treino e do jogo.

E depois tem o que ninguém gosta muito de admitir: o hábito e a superstição. O jogador usou faixa no dia em que fez o gol mais importante da carreira. Na semana seguinte, colocou de novo. Passou a temporada inteira assim. Hoje, tirar a faixa parece errado — como mudar a meia ou o lado pelo qual entra em campo. O futebol é cheio dessas âncoras invisíveis, e a faixa no pulso é uma das mais discretas.

O detalhe que a maioria não percebe: a faixa pode estar no pulso dominante, no pulso oposto ou nos dois ao mesmo tempo — e cada escolha costuma ter uma lógica própria. Quem usa para enxugar o suor prefere o pulso do lado da mão com que limpa o rosto. Quem usa para cobrir uma pulseira coloca exatamente onde ela está. Quem usa por superstição repete sempre o mesmo lado, sem exceção.

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Aquela tira de tecido no pulso tem mais função do que parece — e nem sempre é a mesma para todos.

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