
Por que parece que os jogadores de futebol não bebem água
A cena é sempre a mesma: parada no jogo, garrafinha na mão, o jogador enche a boca de água, e cospe no gramado sem engolir uma gota. Daí a impressão de que ele simplesmente não bebe água.
Escrito com IA e verificado automaticamente antes da publicação. Como trabalhamos
Repara na próxima parada técnica ou substituição: o lateral chega correndo até a linha, pega a garrafa que o roupeiro estende, dá um gole rápido, bochecha com a boca fechada e cospe de lado, muitas vezes sem nem parar de andar. Não é frescura nem recusa. Ele está fazendo exatamente o que o corpo pede naquele segundo, só que não é beber.
A resposta direta é que, durante os 90 minutos, muitos atletas preferem isotônicos a água pura, e quando usam água, o objetivo nem sempre é engolir. O bochecho e o cuspe servem para refrescar a boca e a garganta sem sobrecarregar o estômago no meio do esforço. Engolir muito líquido correndo em alta intensidade pode dar aquela sensação de peso, de estômago embrulhado, que atrapalha o fôlego logo depois. Então o craque opta por molhar, enxaguar, cuspir, e seguir jogando leve.
Isotônicos entram na equação porque fazem um trabalho que a água pura não faz sozinha: repõem eletrólitos como sódio e potássio, além de açúcares, que o corpo perde a rodo pelo suor numa partida de ritmo forte. Esses minerais são o que mantém os músculos respondendo e evita cãibra no fim do segundo tempo. Água sozinha hidrata, mas não devolve esse pacote completo que o suor levou embora, por isso a preferência por bebidas esportivas durante o jogo em si.
Mas o detalhe que a maioria não sabe é que a hidratação de verdade do jogador não acontece ali, na bochechada rápida durante a partida. Ela é feita antes: no aquecimento, na concentração, nas horas que antecedem a bola rolar, quando dá para beber com calma e o corpo tem tempo de absorver o líquido sem comprometer o jogo. Acontece de novo no intervalo, no vestiário, com mais controle. E continua depois do apito final, na recuperação, quando o atleta repõe tudo o que perdeu em campo.
Durante os 90 minutos, o que rola é manutenção, não reposição de verdade, um gole aqui, um bochecho ali, só para segurar a sensação de boca seca e o calor até a próxima pausa de verdade. É por isso que a cena de cuspir a água parece contraditória, mas não é: o jogador não está recusando se hidratar, está só adiando o grosso da tarefa para o momento em que ela realmente funciona.
A exceção que ninguém pergunta é por que, então, alguns jogadores engolem tranquilamente a água em determinadas paradas. Varia de atleta para atleta e de situação para situação, depende de quanto ele já bebeu antes, do calor do dia, de como o estômago está reagindo naquele momento. Não existe um padrão único obrigatório: é ajuste individual, cada um lendo o próprio corpo ali na correria da partida.
Os jogadores deviam engolir mais água durante o jogo ou está certo manter o bochecho?
O futebol do dia na sua caixa de entrada às 7 da manhã. Só isso.
O melhor dos jogos da noite, o que tá rolando na janela de transferências e a coluna que você tem que ler hoje. Sem anúncios. Sem dicas. Sem operadoras.
Desinscrição em um clique. A gente não compartilha emails.



Comments
Loading comments…