Photo: Ank kumar via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Sem Estêvão, Endrick e Rayan entram em cena
Se Estêvão não estiver disponível para a seleção brasileira, alguém vai ter que ocupar aquele espaço de imprevisibilidade no ataque — e o colunista Julio Gomes, no UOL Esporte, já tem dois nomes na cabeça: Endrick e Rayan.
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A tese de Julio Gomes
Em coluna publicada nesta segunda-feira (12/05) no UOL Esporte, Julio Gomes levanta um cenário que a torcida brasileira ainda não parou para digerir direito: sem Estêvão no grupo, a seleção precisaria buscar seu fator X em outro lugar — e tanto Endrick quanto Rayan surgem como alternativas com perfil de surpresa, aquele jogador que desequilibra quando ninguém espera.
Vale deixar claro: não há anúncio oficial de convocação nem confirmação de ausência de Estêvão. O que Gomes oferece é leitura de cenário, não notícia de bastidor. A premissa ainda precisa de confirmação antes de virar manchete.
Por que Endrick é o nome que ressoa além do Brasil
Endrick já é jogador do Real Madrid — e isso muda o peso da conversa. Qualquer protagonismo dele na Copa do Mundo de 2026 vai ter audiência europeia garantida. O centroavante chegou ao Bernabéu ainda muito jovem e carrega a expectativa de uma geração inteira nas costas, mas a seleção ainda não encontrou a forma certa de usá-lo. Uma Copa do Mundo em casa — o Brasil joga no hexagonal sul-americano e pode ter jogos no continente — seria o palco perfeito para ele finalmente mostrar ao mundo o que já mostrou em flashes.
Endrick não celebrou o primeiro gol pelo Real Madrid com euforia. Olhou para o chão por uns três segundos. Aquele silêncio diz muita coisa sobre o que ele carrega.
Rayan: o nome menos óbvio
Rayan é o lado menos discutido da equação — e talvez por isso mesmo seja o mais interessante. Com perfil de atacante veloz e direto, ele representa exatamente o tipo de recurso que um técnico busca quando o placar não sai e o time precisa de algo diferente. A inclusão do nome dele no debate já é, por si só, um sinal de que a renovação do ataque brasileiro está em andamento.
O que ainda falta saber
A coluna de Gomes é ponto de partida, não de chegada. Antes de qualquer conclusão sobre a hierarquia ofensiva do Brasil para 2026, o torcedor precisa de respostas concretas: Estêvão está fora por lesão, por decisão técnica ou por calendário de clube? Chelsea — clube para o qual ele se transfere neste verão europeu — tem alguma influência nisso? A próxima janela de convocações vai dizer muito.
Estêvão indo para a Premier League e Endrick já no Real Madrid: a geração de ouro do futebol brasileiro está espalhada pela Europa, e a seleção vai ter que montar esse quebra-cabeça antes que o Mundial bata na porta.
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