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Dá pra ser jogador de futebol com miopia?

Jogador correndo atrás da bola sem enxergar direito a trave? Não é bem assim: a miopia se resolve antes da bola rolar, e muita gente em campo já joga com ela corrigida sem que a torcida perceba.

Redação Flagside·Publicado ·2 MIN DE LEITURA

Escrito com IA e verificado automaticamente antes da publicação. Como trabalhamos

Imagina um lateral indo buscar a bola na linha de fundo, num lance rápido, de olho fechado na jogada que vem lá na frente. Se ele tem miopia, a correção já foi feita antes de entrar em campo, numa lente de contato quase invisível, encaixada horas antes do jogo, ou num óculos esportivo com armação presa à cabeça para não cair no choque com o adversário.

A resposta direta é: sim, dá para ser jogador de futebol profissional com miopia. Não existe nada que barre um atleta por enxergar embaçado de longe. O que existe é a necessidade de corrigir isso, e o futebol de alto nível já resolveu esse problema há tempos.

A solução mais comum, de longe, é a lente de contato. Ela não embaça com suor, não cai numa cabeçada, não escorrega quando chove, e deixa o jogador com visão de perto e de longe praticamente normal durante os noventa minutos. É por isso que a maioria dos casos de miopia em campo passa batido: o craque está lá, vendo o lance de bico a bico, e ninguém do lado de fora sabe que ele tem grau.

Tem também quem jogue de óculos, só que de um tipo bem específico, armação esportiva reforçada, com elástico ou presilha atrás da cabeça, pensada para resistir a uma disputa de bola ou a uma cabeçada sem sair do lugar nem estilhaçar. É uma opção mais rara que a lente, porque qualquer objeto rígido perto do rosto é um risco a mais num esporte de contato, mas existe e é usada.

A terceira saída, pra quem quer resolver de vez, é a cirurgia a laser. O jogador corrige a miopia numa intervenção e sai do consultório sem precisar de lente nem de óculos pro resto da carreira. É a opção mais definitiva, mas também a mais pessoal, alguns preferem evitar qualquer procedimento nos olhos enquanto ainda competem, mesmo sendo simples e rápido.

O exame físico de pré-temporada ou de transferência de clube sempre passa por uma avaliação oftalmológica. Isso existe, mas não é um teste de reprovação: o médico mede o grau, confirma que está corrigido e segue em frente. A miopia nunca aparece como motivo de recusa, o que importa pros clubes é que o jogador enxergue bem em campo, e não como ele chegou lá.

O detalhe que pouca gente pergunta é justamente esse: não existe ranking de miopia aceitável nem limite de grau pra jogar bola. Um jogador pode ter um grau alto e seguir carreira tranquilamente, desde que a correção escolhida, lente, óculos ou cirurgia, funcione bem pra rotina dele. A escolha entre as três é mais sobre conforto pessoal, tipo de posição e até clima do jogo do que sobre qualquer exigência médica rígida. Tem goleiro que prefere lente por causa da visão periférica na hora de sair do gol, e atacante que não abre mão da cirurgia só pra nunca mais pensar nisso. No fim das contas, é decisão de cada um, resolvida bem antes da bola rolar.

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