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Filipe Luís: a temporada mágica antes do fracasso em Londres

Houve uma temporada em que Filipe Luís foi, sem exagero, um dos melhores laterais-esquerdos da Europa. Foi em 2013-14, vestindo a camisa do Atlético de Madrid. Menos de um ano depois, já em Londres, ele mal tinha lugar no time.

By Amanda Souza· Repórter de mercado·Publicado ·2 MIN DE LEITURA

O ano em que tudo deu certo

A temporada 2013-14 marcou o auge de Filipe Luís como jogador. Peça fundamental de uma defesa que sofreu apenas 26 gols em 38 jogos no Campeonato Espanhol, ele ajudou o Atlético de Madrid a conquistar a La Liga pela primeira vez em 18 anos, interrompendo a hegemonia de Real Madrid e Barcelona. Na Liga dos Campeões, disputou dez partidas naquela campanha, incluindo a final contra o Real Madrid, perdida por 4 a 1 após a prorrogação, em Lisboa. Ao final da temporada, foi eleito para a seleção da La Liga ao lado de Miranda e do próprio Sergio Ramos, do time rival, reconhecimento direto de que havia sido, naquele ano, um dos zagueiros de referência do futebol espanhol.

O desempenho não veio do nada: Filipe Luís já vinha de uma base sólida construída no Deportivo La Coruña, onde havia sido eleito pela UEFA o melhor lateral-esquerdo da La Liga na temporada 2008-09 e chegou a atuar em 66 partidas seguidas como titular. Mas foi em 2013-14, já no Atlético, que essa consistência se transformou em título e em reconhecimento coletivo, num time construído sob a batuta de Diego Simeone.

A queda em Londres

O sucesso daquela temporada rendeu a Filipe Luís uma transferência de peso: em julho de 2014, o Chelsea pagou 15,8 milhões de libras por ele, e o jogador chegou a Londres declarando que o momento era a realização de um sonho. Recebeu a camisa 3, vaga aberta pela saída de Ashley Cole, e assinou contrato de três anos.

A realidade em campo foi bem diferente da euforia da chegada. Filipe Luís disputou apenas os minutos finais da estreia, entrando no lugar de Eden Hazard, e passou a temporada alternando entre o banco e presenças esporádicas, perdendo a titularidade para o espanhol César Azpilicueta. Seu único gol pelo clube saiu de falta, na vitória sobre o Derby County pela Copa da Liga inglesa, mas nem isso foi suficiente para tirá-lo do banco na final da competição, vencida pelo Chelsea sem ele em campo. Ele próprio reconheceu, tempos depois, que Azpilicueta havia tido rendimento superior e merecia a titularidade naquela temporada. Ainda assim, o Chelsea foi campeão da Premier League e da Copa da Liga em 2014-15, e Filipe Luís acabou incluído entre os campeões, mesmo sem ter sido peça central da equipe.

Um ano depois de chegar como reforço badalado, ele deixou o clube inglês e retornou ao Atlético de Madrid, onde reconstruiria a carreira e voltaria a ser protagonista, incluindo uma nova conquista da Liga Europa. A passagem por Londres ficou como um parêntese breve entre dois períodos de sucesso na Espanha, o contraste entre o lateral decisivo de 2013-14 e o reserva de Stamford Bridge um dos capítulos mais claros de como uma temporada de exceção nem sempre garante continuidade imediata em outro contexto.

Depois, um novo capítulo

Anos mais tarde, já como técnico, Filipe Luís voltaria a viver período de grande sucesso, desta vez à frente do Flamengo, clube pelo qual encerrou a carreira de jogador em 2023 e que viria a comandar como treinador a partir de 2024, conquistando títulos como Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Copa Libertadores.

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Houve uma temporada em que Filipe Luís foi, sem exagero, um dos melhores laterais-esquerdos da Europa. Foi em 2013-14, vestindo a camisa do Atlético de Madrid.

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