
Lúcio: a temporada de 2000 que abriu as portas da Europa
Antes de virar sinônimo de zagueiro de elite na Europa, Lúcio precisou de uma temporada para convencer todo mundo de que merecia sair do Brasil. Foi em 2000, vestindo a camisa do Internacional, que o zagueiro deu o salto que o levaria direto à Bundesliga, e, dali, a uma das carreiras mais condecoradas do futebol brasileiro.
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O ano que mudou tudo
Lúcio chegou ao Internacional como um achado de 1997, comprado depois de impressionar o clube numa derrota por 7 a 0 da sua então equipe, o Guará, pela Copa do Brasil. Levou tempo para virar titular absoluto, mas foi em 2000 que a temporada se encaixou perfeitamente: recebeu a Bola de Prata como um dos dois melhores zagueiros do Campeonato Brasileiro daquele ano e, pela primeira vez, foi convocado para a Seleção Brasileira. Era a confirmação, em números e reconhecimento oficial, de que o rapaz forte e veloz, apelidado de O Cavalo pelas arrancadas desde a defesa, tinha nível para o que viria em seguida.
O que veio depois: a Europa inteira
O que veio depois da temporada de 2000 não foi um declínio, mas uma escalada quase ininterrupta. Já em janeiro de 2001, o Bayer Leverkusen o contratou, e Lúcio se tornou rapidamente o melhor defensor do time, chegando à final da Liga dos Campeões de 2002 contra o Real Madrid, na qual ele próprio marcou o gol de empate antes de Zinedine Zidane decidir o jogo para os espanhóis. Naquele mesmo ano, ele disputou a Copa do Mundo com a Seleção, sendo um dos quatro jogadores a completar os 630 minutos do torneio vencedor.
Em 2004, foi para o Bayern de Munique, onde conquistou três Bundesligas e três taças nacionais, além de se tornar vice-capitão do elenco após a aposentadoria de Oliver Kahn. Sem espaço sob o comando de Louis van Gaal, mudou-se para a Inter de Milão em 2009 e, no ano seguinte, foi peça central da conquista da tríplice coroa, vencendo a Liga dos Campeões de 2010 justamente contra seu ex-clube, o Bayern. Pela Seleção, ainda somaria a Copa das Confederações de 2005 e de 2009, nesta última, marcando o gol decisivo da final contra os Estados Unidos como capitão.
O fim, em capítulos mais duros
A reta final da carreira já não teve o mesmo brilho. Na Juventus, contratado em 2012, ele perdeu espaço para o trio formado por Chiellini, Bonucci e Barzagli, somando apenas quatro jogos em seis meses até ter o contrato rescindido por mútuo acordo. De volta ao Brasil pelo São Paulo, viveu um episódio conturbado em 2013: após discordar publicamente de críticas do técnico Paulo Autuori, foi afastado do elenco, chegou a ficar fora até de um amistoso contra o Bayern de Munique solicitado pelo próprio clube alemão, e relatou mais tarde ter se sentido humilhado com a situação. Rompeu o contrato e seguiu para o rival Palmeiras, aceitando ganhar um terço do salário anterior.
Dali em diante, a carreira seguiu em queda controlada: passagem pelo FC Goa, na Índia, com poucas partidas na segunda temporada e o time terminando em último lugar; depois o retorno ao Distrito Federal, onde nasceu, para jogar por Gama e Brasiliense em divisões bem mais modestas do futebol brasileiro. Lúcio anunciou a aposentadoria em janeiro de 2020.
Lúcio teria chegado à Europa sem a temporada de 2000 no Internacional?
Fontes2 fontes
Wikipedia (pt), Wikipedia (en)
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