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São Paulo na altitude: o teste boliviano — photo: Terra Futebol

Photo: Terra Futebol

São Paulo na altitude: o teste boliviano

São Paulo desembarcou na Bolívia para um dos desafios mais peculiares do futebol sul-americano: jogar em La Paz, acima de 3.600 metros de altitude, contra o Bolívar, no jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. A bola rola na terça-feira, dia 11 de agosto, às 21h30 no horário de Brasília — e o adversário mais difícil pode nem estar em campo.

By Rafael Oliveira· Editor-chefe de futebol·Publicado ·Atualizado ·2 MIN DE LEITURA

O palco que já venceu antes de o juiz apitar

La Paz não é um estádio. É uma armadilha geográfica. O Estádio Hernando Siles, casa do Bolívar, fica a mais de 3.600 metros acima do nível do mar — altitude suficiente para transformar um sprint de 30 metros numa tarefa de outro planeta para quem não está aclimatado. Times brasileiros já saíram de lá com a língua de fora e o placar desfavorável antes mesmo de entenderem o que aconteceu.

O Bolívar conhece cada centímetro daquele campo. Joga ali a temporada inteira, treina naquela pressão de oxigênio reduzida e usa a altitude como quinto jogador — um recurso tático que não aparece em nenhuma prancheta, mas que todo técnico visitante respeita. Para o São Paulo, a missão é sair de lá com o placar em aberto ou, no melhor dos cenários, com uma vantagem mínima para defender no Morumbis.

O que São Paulo precisa do jogo de ida

Numa série de dois jogos, o resultado da ida em La Paz costuma ditar o ritmo de tudo. Sair com uma derrota pesada é quase sentença. Sair com um empate ou uma derrota por um gol já é considerado resultado administrável para times que jogam a volta em casa — e o São Paulo tem o Morumbis como trunfo na segunda mão.

A Copa Sul-Americana é o palco continental disponível para o Tricolor nesta temporada, e avançar às quartas de final significaria manter viva uma campanha que tem peso real no calendário do clube. Perder para o Bolívar em casa deles seria doloroso. Perder para a altitude seria pior ainda.

A preparação que ninguém vê

A logística de chegada a La Paz é uma decisão silenciosa que pode valer tanto quanto qualquer esquema tático. Times que chegam cedo demais sofrem os primeiros dias de adaptação em campo. Times que chegam tarde demais jogam sem ter se aclimatado. Não existe fórmula perfeita — existe gestão de risco. E em La Paz, todo risco é amplificado.

O Bolívar já está em casa. Já respirou o ar fino. Já aqueceu.

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Confronto e data confirmados pelo Terra Futebol e Globo Esporte.

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