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Timo Werner e Romelu Lukaku: uma temporada improvável no Chelsea

Timo Werner é RB Leipzig até a alma, o artilheiro histórico do clube, o menino prodígio de Stuttgart que voltou para casa depois de uma aventura inglesa. Romelu Lukaku é Everton e Inter de Milão, o centroavante físico que renasceu em Goodison Park e depois dominou a Serie A. Dois jogadores que, para qualquer torcedor, pertencem a universos futebolísticos completamente diferentes. E, no entanto, por uma única temporada, 2021/22, os dois vestiram o mesmo azul do Chelsea.

Redação Flagside·Publicado ·2 MIN DE LEITURA

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Dois caminhos que nunca deveriam se cruzar

Se você pedisse a um torcedor para associar Timo Werner a um clube, a resposta seria quase automática: RB Leipzig. Foi lá que ele se tornou o artilheiro mais jovem a chegar a 150 e depois 200 partidas na Bundesliga, e o maior goleador da história do clube, com 95 gols em sua primeira passagem. Werner não era um nômade, era a cara de um projeto, o garoto que saiu de Stuttgart aos 20 anos para construir uma carreira em Leipzig antes de qualquer especulação sobre Londres.

Romelu Lukaku, por sua vez, é sinônimo de reinvenção fora da Inglaterra que o formou. Comprado ainda adolescente pelo próprio Chelsea em 2011, ele nunca realmente vingou ali da primeira vez, foi emprestado ao West Bromwich e, depois, ao Everton, onde finalmente floresceu: 25 gols na temporada 2016/17, PFA Team of the Year, ídolo em Goodison Park. Dali seguiu para Manchester United e, mais tarde, para a Inter de Milão, onde ergueu um Scudetto e foi eleito o melhor jogador da Serie A em 2020/21. Chelsea era, para Lukaku, um capítulo de juventude mal resolvido, até ele voltar.

O reencontro de 2021/22

Foi exatamente essa segunda chegada de Lukaku, por uma taxa recorde de £97,5 milhões, que o colocou ao lado de Werner em Stamford Bridge na temporada 2021/22. Os dois formavam, no papel, um ataque improvável: o alemão rápido e móvel que prefere cortar para dentro pela esquerda, e o belga robusto, de finalização potente e jogo de costas para o gol, estilos quase opostos, unidos pelo mesmo escudo por um só ano.

Foi uma temporada cheia de competições para o Chelsea: a Supercopa da UEFA contra o Villarreal logo em agosto, uma Champions League em que Werner marcou o gol mais rápido da história do clube na competição, contra o Zenit, e uma eliminação dramática para o Real Madrid nas quartas de final, depois de o time estar vencendo por 3 a 0 fora de casa. Werner ainda balançou as redes na fase de grupos e em jogos de Copa da Liga; Lukaku, por sua vez, viveu um retorno mais conturbado, longe do nível que havia mostrado na Itália.

Dois destinos que seguiram caminhos opostos, de novo

A temporada compartilhada não durou. Werner voltou ao RB Leipzig já em agosto de 2022, reatando a história que o define, e mais tarde teve uma passagem pelo Tottenham, inclusive erguendo a Europa League de 2024/25. Lukaku, por sua vez, deixou o Chelsea de novo após aquele único ano, voltando à Itália em empréstimos para Inter e Roma antes de se firmar no Napoli, onde foi peça-chave na conquista do Scudetto de 2024/25.

É precisamente essa breve interseção que torna a dupla fascinante: dois jogadores que o torcedor médio nunca imaginaria lado a lado, cada um pertencente, no imaginário coletivo, a um clube completamente diferente, Leipzig de um lado, Everton (ou Inter) do outro, mas que, por uma temporada só, dividiram o mesmo vestiário em Londres antes de seguir, cada um, seu próprio caminho de volta ao lugar onde realmente pertenciam.

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Timo Werner é RB Leipzig até a alma, o artilheiro histórico do clube, o menino prodígio de Stuttgart que voltou para casa depois de uma aventura inglesa.

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