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Os meias que mandaram na Premier League por uma década
O meio-campo da Premier League produziu alguns dos jogadores mais completos do futebol mundial na última década. Mas quem realmente dominou essa posição de forma consistente, semana após semana, temporada após temporada? A resposta passa por um punhado de nomes que transformaram o meio-campo inglês em palco próprio.
O que define um meia dominante na Premier League
Antes de qualquer nome, vale entender o que separa um meia bom de um meia que manda. A Premier League exige intensidade física que poucos campeonatos replicam: pressão alta, transições rápidas, duelos aéreos em todo canto do campo. Um meia que sobrevive a isso por anos seguidos, mantendo nível de elite, está em categoria à parte.
Não existe ranking oficial de desempenho perfeito por partida que cubra uma década inteira de Premier League com metodologia pública e reconhecida. O que existe é o registro do que esses jogadores fizeram em campo, e esse registro fala por si.
Kevin De Bruyne: o caso mais óbvio
Se há um nome que aparece primeiro em qualquer conversa séria sobre o meio-campo da Premier League na última década, é Kevin De Bruyne. O belga chegou ao Manchester City em 2015 e passou anos sendo o motor de um dos times mais dominantes da história do campeonato. Criação de jogo, passes decisivos, chutes de fora da área, leitura tática: De Bruyne fazia tudo isso com uma consistência que irritava os adversários.
Nas temporadas em que ficou disponível, era praticamente impossível ignorar o impacto dele. O City ganhou títulos da Premier League em série durante esse período, e De Bruyne estava no centro de quase tudo.
David Silva: anos de elegância
Antes de De Bruyne se firmar como o principal nome do City, David Silva já fazia isso há anos. O espanhol chegou ao clube no início da década de 2010 e ficou por uma década inteira, acumulando quatro títulos de campeonato inglês no currículo.
Silva não era o tipo de meia que aparecia nas estatísticas brutas. Era o tipo que fazia o time funcionar: o passe no momento certo, o movimento que abria espaço, a bola que chegava no pé do atacante sem que o zagueiro percebesse. Esse tipo de influência é difícil de medir e fácil de sentir.
N'Golo Kanté: o meia que desequilibrou dois títulos
Kanté ganhou a Premier League com dois clubes diferentes em anos consecutivos: com o Leicester City em 2016 e com o Chelsea em 2017. Isso não acontece por acaso. O francês redefiniu o que um meia defensivo podia fazer: não era só destruir jogadas, era recuperar a bola e já estar em posição de construir a próxima.
O Leicester de 2016 é um capítulo à parte na história do futebol inglês. Em março de 2015, o clube estava cotado para cair de divisão. Em maio de 2016, era campeão com ampla vantagem sobre os rivais. Kanté foi peça central nessa história.
Paul Pogba: talento sem teto, consistência com limite
Pogba é o caso mais complicado da lista. O francês tinha tudo para ser o meia mais dominante da Premier League por anos: físico, técnica, visão de jogo, capacidade de aparecer em momentos decisivos. Houve partidas em que parecia impossível de parar.
O problema foi a consistência. Entre lesões e fases irregulares, Pogba nunca sustentou o nível de semana a semana que os nomes acima mantiveram. O talento estava lá. A regularidade, não.
Yaya Touré: força e qualidade numa época
No início da janela coberta por essa conversa, Yaya Touré era um dos meias mais temidos da Premier League. O marfinense tinha uma combinação rara: corpo de número seis, qualidade de número dez. Podia dominar um jogo pelo volume físico e ainda decidir com um chute de longe ou uma infiltração na área.
As temporadas de Touré no City foram de altíssimo nível por vários anos seguidos. Depois disso, o rendimento caiu, mas o legado no período de pico é inegável.
O que une todos eles
Nenhum desses jogadores dominou a Premier League por dez anos inteiros no mesmo nível. O que os une é que cada um teve períodos em que era o meia mais difícil de enfrentar do campeonato, e alguns desses períodos foram longos o suficiente para definir eras.
De Bruyne é provavelmente o nome com o maior volume de partidas de elite sustentado ao longo do tempo. Silva tem o argumento da longevidade. Kanté tem dois títulos com dois clubes diferentes. Touré tem o pico mais explosivo. Pogba tem o talento mais frustrante.
O meio-campo da Premier League na última década não teve um dono único. Teve uma disputa permanente entre jogadores que, em dias perfeitos, eram impossíveis de marcar.
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