Photo: Daniel from Glasgow, United Kingdom via Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
A invencibilidade que ninguém quebrou: a marca de Wenger
A maior sequência invicta de um técnico na história da Premier League pertence a Arsène Wenger: 49 jogos sem derrota entre 2003 e 2004, atravessando a temporada dos Invincibles. Ninguém chegou perto desde então, nem Guardiola, nem Klopp, nem Mourinho.
Escrito com IA e verificado automaticamente antes da publicação. Como trabalhamos
O recorde que define a era
Quando se fala em sequência invicta na Premier League, a conversa começa e praticamente termina em Arsène Wenger. O Arsenal de 2003-04 terminou aquela temporada sem perder uma partida sequer, o feito que rendeu o apelido "Invincibles". Mas a marca real é ainda maior: a invencibilidade começou antes do início daquela campanha e seguiu depois dela, somando 49 jogos sem derrota entre o fim de 2003 e outubro de 2004, quando o time finalmente caiu em Old Trafford, contra o Manchester United, numa partida que ficou marcada pela confusão de pizza nos vestiários depois do apito final.
Nenhum outro técnico chegou perto desse número na era Premier League. É uma marca que combina um time montado para dominar, com Thierry Henry no auge, Patrick Vieira comandando o meio-campo, e uma defesa liderada por Sol Campbell, com uma versão do futebol inglês ainda não totalmente blindada contra o estilo de posse que Wenger trouxe da experiência francesa.
Guardiola chegou perto, mas não igualou
O nome mais citado quando se discute quem poderia ameaçar o recorde de Wenger é Pep Guardiola. No seu primeiro título isolado pelo Manchester City, em 2017-18, o time viveu uma sequência longa sem perder que foi interrompida justamente por um dos rivais mais incômodos da era Guardiola: o Liverpool de Jürgen Klopp, em Anfield, numa derrota marcante para o City que se tornou um dos jogos mais lembrados daquela temporada. A sequência do City impressionou, mas ficou abaixo da marca do Arsenal.
Guardiola já provou ao longo da carreira na Inglaterra que consegue montar times difíceis de bater, mas a lógica do calendário moderno, com mais competições, mais rotação e Copa do Mundo no meio da temporada em alguns ciclos, torna sequências de quase cinquenta jogos cada vez mais raras.
Klopp e a fortaleza de Anfield
Outra sequência que entrou para a história recente da Premier League não foi sobre o campeonato inteiro, mas sobre o mando de campo. O Liverpool de Klopp viveu um período em que praticamente não perdia em Anfield, uma fortaleza construída ao longo de temporadas e que só foi quebrada pelo Watford, em um resultado surpreendente no início de 2020, pouco antes da pandemia interromper o calendário europeu. Não é uma sequência invicta geral como a de Wenger, mas mostra o mesmo padrão: dominância sustentada que vira identidade do time.
Por que a marca de Wenger resiste
A razão pela qual ninguém superou os 49 jogos de Wenger tem menos a ver com qualidade técnica dos times seguintes e mais com o formato do futebol moderno. A Premier League de hoje tem mais equipes competitivas no meio da tabela, mais intensidade física exigida pelo var e pelo ritmo de jogo, e um calendário que castiga qualquer elenco que não tenha profundidade real no banco. Na época de Wenger, a distância entre os times grandes e o restante da liga ainda permitia sequências assim.
Além disso, a cultura competitiva mudou: hoje em dia, Manchester City, Liverpool, Arsenal e Chelsea se enfrentam com um nível de preparo tático que torna cada confronto direto um risco real de tropeço, mesmo para o time dominante da temporada. Isso reduz as chances de qualquer técnico repetir uma caminhada de quase cinquenta partidas sem perder.
O que isso diz sobre o Arsenal daquela geração
A sequência de Wenger marca a era em que o Arsenal definiu o que significava ser dominante na Inglaterra, antes da chegada do dinheiro do Chelsea de Abramovich e, depois, do império financeiro do Manchester City. A marca foi quebrada justamente pelo rival histórico dos Invincibles, numa partida até hoje lembrada mais pela comoção do túnel do que pelo próprio resultado.
O futebol do dia na sua caixa de entrada às 7 da manhã. Só isso.
O melhor dos jogos da noite, o que tá rolando na janela de transferências e a coluna que você tem que ler hoje. Sem anúncios. Sem dicas. Sem operadoras.
Desinscrição em um clique. A gente não compartilha emails.

Comments
Loading comments…