
A história das ligações de Rodri para a esposa no City
Rodri revelou um hábito besta que virou piada interna no vestiário do Manchester City: ligar para a esposa, ainda na Espanha, depois de cada partida. O problema é que ele fazia isso bem alto, no ônibus, mesmo depois das derrotas.
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O hábito que começou por saudade
No primeiro ano de Rodri em Manchester, sua esposa continuou morando na Espanha enquanto ele se adaptava à Premier League. Para lidar com a distância, o volante criou uma rotina simples: assim que o jogo terminava, ligava para ela por FaceTime. Vitória ou derrota, não importava, o telefonema acontecia.
Por que ninguém reclamava depois das vitórias
Rodri explicou que, nos dias de triunfo, suas ligações passavam despercebidas. O ônibus do City vivia clima de festa, com música, conversa alta e celebração geral. Nesse cenário, mais uma voz ao telefone não incomodava ninguém.
O problema era depois das derrotas
A história muda de figura quando o City perdia. Segundo o próprio Rodri, o ônibus ficava em silêncio total, com os jogadores cabisbaixos e sem vontade de falar. E era exatamente nesse ambiente fúnebre que ele continuava sua ligação diária, narrando para a esposa, em espanhol, que o time tinha jogado mal naquele dia. A cena, repetida jogo após jogo, não passou despercebida pelo resto do grupo.
Agüero e Otamendi entram em cena
Foram os dois compatriotas argentinos, Sergio Agüero e Nicolás Otamendi, que resolveram a situação. Cansados de ouvir Rodri narrando a derrota em voz alta enquanto todo mundo tentava digerir o resultado em silêncio, os dois o chamaram à parte. O recado foi direto: ele precisava parar de falar daquele jeito no ônibus, porque até o técnico Pep Guardiola conseguia escutar a conversa, e o restante do elenco também.
Agüero, o ídolo que virou colega
O episódio ganha outra camada quando Rodri lembra da relação com Agüero. O espanhol contou que o argentino era ídolo de infância: aos 12 anos, costumava vê-lo treinar no Atlético de Madrid, muito antes de imaginar que um dia dividiriam vestiário no mesmo clube inglês. Por isso, mesmo sendo alvo das brincadeiras do atacante, aquele período de convivência teve um significado especial para o volante.
Um detalhe humano em meio à máquina
A história de Rodri humaniza um período da trajetória do Manchester City lembrado, sobretudo, pelos títulos conquistados sob Guardiola e, mais recentemente, pela turbulência fora de campo envolvendo as acusações de violações financeiras que marcaram a década. No meio de uma máquina de vencer construída com investimento pesado e disciplina tática extrema, um detalhe simples como a saudade de casa e as ligações de FaceTime mostra que, por trás dos resultados, havia jogadores lidando com a distância da família como qualquer outro trabalhador fora de casa.
A anedota também reforça algo conhecido sobre o grupo de vestiário daquele City: a liderança informal de jogadores mais experientes como Agüero e Otamendi, que, além de craques dentro de campo, cumpriam papel de ajudar os mais jovens, ou no caso de Rodri, os recém-chegados, a se adaptarem taticamente e ao convívio diário do grupo.
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