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A passagem esquecida de Pato pelo Chelsea

Entre os capítulos mais lembrados da carreira de Alexandre Pato, o menino prodígio do Internacional, o artilheiro do Milan, o retorno badalado ao futebol brasileiro, há um que praticamente desapareceu da memória coletiva: seis meses vestindo a camisa do Chelsea, em 2016, que renderam apenas duas partidas.

Redação Flagside·Publicado ·2 MIN DE LEITURA

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Um empréstimo de última hora

No fim de janeiro de 2016, sem espaço no Corinthians e sem propostas firmes no mercado, Pato viajou a Londres para fazer exames médicos no Chelsea. Três dias depois, o clube inglês confirmou o empréstimo até o fim da temporada 2015-16. Era uma chance de reconstruir uma carreira que, desde o auge no Milan, vinha sendo interrompida por lesões e passagens que não deslancharam.

Ao assinar, Pato disse estar realizando um sonho e ansioso para conhecer os novos companheiros e entrar em campo. As expectativas, no entanto, logo esbarraram na realidade: o técnico Guus Hiddink tinha pouco espaço para testá-lo, e o brasileiro ficou à margem do time principal na maior parte do período.

Duas partidas, um pênalti e nada mais

A estreia só veio em 2 de abril de 2016, fora de casa, contra o Aston Villa. Pato entrou aos 23 minutos no lugar do lesionado Loïc Rémy e, ainda no acréscimo do primeiro tempo, sofreu um pênalti após falta de Aly Cissokho. Ele mesmo cobrou e converteu, batendo o goleiro Brad Guzan, no que terminou sendo uma vitória por 4 a 0. Foi um início de atuação que, por um instante, sugeria que a passagem poderia render mais.

Mas não rendeu. Essa foi uma das únicas duas partidas que Pato disputou pelo Chelsea ao longo dos seis meses de contrato. Sem minutos suficientes para convencer a comissão técnica, ele viu o clube optar por não efetivar a contratação ao fim do período, e retornou ao Corinthians sem ter conseguido se firmar na Premier League.

Um parênteses entre fases maiores

A passagem pelo Chelsea ficou espremida entre dois momentos bem mais lembrados da carreira de Pato: os dois anos de bom futebol pelo São Paulo, onde foi sua fase mais artilheira, com 38 gols em 95 jogos, e a ida logo em seguida ao Villarreal, na Espanha, onde ao menos conseguiu marcar na estreia. Pelo meio do caminho, a aventura inglesa somou apenas duas partidas e um gol de pênalti, números pequenos demais para deixar marca na memória dos torcedores, mas que fizeram parte de uma trajetória profissional marcada por altos muito altos e baixos significativos, quase sempre ligados a lesões e à dificuldade de manter sequência.

Hoje, já fora dos gramados e atuando como comentarista esportivo, Pato carrega consigo um currículo de conquistas important es, Mundial de Clubes, Serie A, Confederações, duas medalhas olímpicas, que tornam ainda mais curioso que seis meses em Londres tenham sido praticamente apagados da narrativa sobre sua carreira. Mas aconteceram, e por um breve momento, num gramado em Birmingham, Pato fez o que sempre soube fazer: bater um pênalti e marcar.

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